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MUNDO BRASILEÑO | Entérate de todo lo relacionado a las novelas brasileñas, ratings y estrenos en el mundo

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106 respuestas a este tema

#1
Erre

Erre

    Superhéroe de Fotech

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  • Intereses:Rede Erre

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#2
Tyrant

Tyrant

    Forista Gold

  • Moderador
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  • Ubicación:Dentro De Ti - Javiera Mena.mp3

https://twitter.com/...0687104/photo/1

 

qué tan real es eso? :janin4:



#3
Caique

Caique
  • Sexo:Hombre
  • Ubicación:Chile
Creo que sería muy arriesgado presentar esa temática en una novela, podría generar fuertes anticuerpos contra ella y volver a caer el rating de las producciones de Globo :discurso:


#4
MandyWCE

MandyWCE
  • Sexo:No especificado
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  • Intereses:Telenovelas, séries, peliculas, musica y todo de la cultura pop en general.
De donde sacaron eso? :wtf2: :wtf:

:negraalpiso:

No es cierto!!


#5
Mahler

Mahler
  • Sexo:Hombre
  • Ubicación:Mansão Mahler
Não andou

O harém, série de Ana Luiza Azevedo, Claudia Tajes e Vicente Moreno baseada no livro de Nora Peixoto, subiu no telhado. A Globo não aprovou a história sobre imigrantes que viraram escravas sexuais. A direção agora avalia se a equipe vai reescrever os textos ou se o projeto será adiado.

Fôlego

Segredos de Justiça, quadro do Fantástico com Glória Pires, poderá virar um seriado na Globo. Já existe um projeto no núcleo de Guel Arraes e a equipe está trabalhando no argumento.

Invicta 1

A novela das 21h andou perdendo o posto de campeã de audiência, mas A força do querer reconquistou esse lugar. Ela foi o programa mais visto da Globo no Rio na semana de 14 a 20 de agosto. Em seguida vieram o futebol, Jornal Nacional, Pega pega e RJTV 2ª edição.

Invicta 2

Em São Paulo, a ordem do ranking foi: A força do querer, Jornal Nacional, Pega pega, Globo repórter e SPTV 2ª edição. Dados do Ibope.

Patricia Kogut


#6
Mahler

Mahler
  • Sexo:Hombre
  • Ubicación:Mansão Mahler
De Escrava Isaura a Anita: dez protagonistas de um papel só

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A primeira versão de Escrava Isaura saiu do ar em 1977. Quatro décadas depois, Lucélia Santos ainda é conhecida como a protagonista de uma das novelas brasileiras mais vistas no mundo. A obra de Gilberto Braga fez a guerra da Croácia parar e transformou Lucélia em celebridade até na China, mas o papel foi grande demais para a atriz, que nunca superou a escrava branca com outro personagem de peso.

E Lucélia não é a única atriz a ficar presa em um papel: Mel Lisboa até hoje carrega a pressão de ter estreado na TV como a Anita de Presença de Anita (2001). E Claudia Ohana ficou tão marcada na pele de Natasha em Vamp (1991) que voltou a interpretar a vampira no teatro 15 anos depois.

Há ainda casos como o de Ricardo Macchi, que até hoje é motivo de piada por sua atuação como o cigano Igor de Explode Coração (1995). Sua parceira na novela, Tereza Seiblitz, também entrou para o imaginário popular como a cigana Dara Sbano.

Estrear com papéis de peso pode ser uma faca de dois gumes: Sérgio Hondjakoff, por exemplo, fez tanto sucesso em Malhação que permaneceu na novelinha durante seis temporadas. Já Vinicius Tardio teve o azar de estrear como protagonista do fracasso Além do Horizonte (2015). Em lados opostos da repercussão, os dois tiveram dificuldade em voltar a trabalhar na TV.

Confira dez atores marcados por um único papel:

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Lucélia Santos (Isaura - 1976)
A atriz de 60 anos tinha apenas 19 quando estreou na TV na pele da escrava branca Isaura dos Anjos, protagonista de Escrava Isaura (1976). Lucélia foi chamada para o papel pelo diretor Herval Rossano, que se impressionou com o talento da jovem na peça Transe no 18. A obra foi exportada para mais de 80 países e o governo cubano até cancelou o racionamento de energia para que a população a assistisse.

Mas Lucélia nunca conseguiu repetir o sucesso da personagem. Não faz novelas desde 2006, quando atuou em Cidadão Brasileiro, da Record. E, no ano passado, fez uma participação no seriado Vai que Cola interpretando a própria escrava Isaura.

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Claudia Ohana (Natasha - 1991)
Claudia já tinha interpretado a versão jovem de Tieta em 1989 e participado de Rainha da Sucata (1990), mas foi com Vamp (1991) que virou um fenômeno. Na pele da vampira roqueira Natasha, que vendeu sua alma ao conde Vlad (Ney Latorraca) para fazer sucesso como cantora.

A personagem marcou tanto a carreira de Claudia que, neste ano, quando Jorge Fernando decidiu levar a novela para os palcos, Natasha voltou a ser interpretada pela atriz. Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, o musical chega a São Paulo em 15 de setembro. Com Claudia no elenco, é claro.

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Marcos Frota (Tonho da Lua - 1993)
Ao longo de 40 anos de carreira, o ator fez mais de 25 novelas. Mas até hoje é lembrado por Tonho da Lua, responsável por esculpir mulheres de areia na novela de 1993. Apaixonado por Ruth (Gloria Pires) e com ódio da malvada Raquel (Gloria Pires), o personagem caiu no gosto do público e marcou o ator.

No ano passado, em um quadro do Tá no Ar, Frota voltou a incorporar o personagem, chamado no humorístico de Tonho de Luca (uma mistura de Tonho da Lua com o apresentador Bruno de Luca). O ator já disse que não se incomoda de estar associado ao papel quase 25 anos depois e que até chora ao rever cenas da novela.

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Tereza Seiblitz (Dara - 1995)
Durante seu casamento com Luiz Fernando Carvalho, Tereza Seiblitz ganhou papéis coadjuvantes nas novelas Pedra Sobre Pedra (1992) e Renascer (1993) e o papel principal do especial Uma Mulher Vestida de Sol (1994), todos comandados pelo marido. Mas sua grande chance veio em uma trama dirigida por Dennis Carvalho, Explode Coração (1995), na qual vivia a cigana Dara.

Dedicada, a atriz fez aulas diárias de dança cigana, estudou a cultura, frequentou festas do grupo e conversou com ciganos durante mais de um mês. Apesar da boa audiência da novela, Tereza nunca mais foi chamada para protagonizar obras na Globo, limitando-se a papéis menores em séries. Seu último trabalho na TV foi um episódio da série Milagres de Jesus, da Record, em 2015.

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Ricardo Macchi (Igor - 1995)
Se Tereza já tinha uma carreira antes de protagonizar Explode Coração, Ricardo Macchi não contava com o mesmo currículo. Ex-modelo, ele estreou na TV como o cigano Igor da novela de Gloria Perez e virou chacota por sua interpretação que deixou a desejar.

Macchi até ganhou uma outra chance na novela Por Amor (1997), na qual fez menos feio como o jardineiro galã Genésio. Mas o estrago do cigano já estava feito. Sem conseguir vencer o rótulo de canastrão, o gaúcho aproveita para lucrar em cima e já fez piada com a falta de talento em um comercial ao lado de Dustin Hoffman.

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Natália Lage (Lu - 1997)
Promessa jovem da década de 1990 da Globo, Natália participou de Perigosas Peruas (1992), O Mapa da Mina (1993) e Tropicaliente (1994) até ganhar sua primeira protagonista, a Lu da novela O Amor Está no Ar (1997). A adolescente problemática se via em um triângulo amoroso com o aviador Léo (Rodrigo Santoro) e o alienígena João (Eriberto Leão).

Com a baixa audiência da novela, Natália nunca mais foi protagonista. Fez três temporadas de Malhação (1999-2001) e migrou para as séries, como a Gina de A Grande Família (2001-2014) e a Lucilene de Tapas & Beijos (2011-2015). Neste ano, ela participou de um episódio da série médica Sob Pressão.

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Cláudio Heinrich (Tatuapu - 2000)
Passar uma novela inteira de tanga pode deixar a imagem de um ator gravada na memória do público. Que o diga Cláudio Heinrich, intérprete do índio Tatuapu de Uga Uga (2000). Ex-paquito, ele estreou como ator como o professor de jiu-jítsu Dado nas primeiras temporadas de Malhação (1995-1997), mas roubou a cena na novela de Carlos Lombardi.

No ano passado, o ator participou do Vídeo Show e confessou que até hoje tem dificuldade de vestir sunga. "Não me sinto bem. E o personagem, vocês podem ver, roupa é uma coisa que ele não se importa. Imagina naquela época eu quebrar essa barreira?", disse. Longe da TV desde 2014, ele virou professor de luta.

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Sérgio Hondjakoff (Cabeção - 2000-2005)
Nascido em Nova York, o ator tinha feito pequenas participações na TV até ganhar um papel na sétima temporada de Malhação (2000) como Artur Malta, o Cabeção. Com seu jeito atrapalhado e tentativas frustradas de arranjar uma namorada, o personagem acabou ficando na novelinha durante seis anos, superando até o clássico Mocotó (André Marques) em longevidade.

Mas fazer o papel por tanto tempo pesou: muito associado a Cabeção, Hondjakoff nunca mais repetiu o sucesso. Fez Pé na Jaca (2006) e Bela, a Feia (2009), virou repórter do Vídeo Show (2014) e do Pânico na Band (2015). Sem emplacar, agora trabalha como caixa de restaurante nos Estados Unidos.

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Mel Lisboa (Anita - 2001)
Como Lucélia Santos, Mel tinha 19 anos quando estreou na TV na minissérie Presença de Anita (2001). Na pele da ninfeta fogosa que destruía a vida familiar de Nando (José Mayer), chamou a atenção do público masculino. Anita lhe rendeu ainda a capa da edição de aniversário da revista Playboy.

O sucesso não se repetiu: em 2002, fez Desejos de Mulher, mas sua Gabriela não emplacou. A vilã Lenita, de Como Uma Onda (2004), também deixou a desejar. Na Record, até protagonizou a minissérie Sansão e Dalila, mas não obteve a mesma repercussão. Seu papel pós-Anita de maior destaque foi a roqueira Rita Lee, que interpretou durante dois anos e meio no teatro.

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Vinícius Tardio (Rafa - 2013)
Estrear como protagonista em um dos maiores fracassos recentes da dramaturgia da Globo não fez bem para a carreira de Vinícius Tardio. O jovem ator interpretava Rafa, que se juntava a Lili (Juliana Paiva) e William (Thiago Rodrigues) em uma aventura no meio da floresta.

Com mistérios que remetiam à série Lost (2004-2010) e uma "lama gulosa" que engolia personagens, a novela de Marcos Bernstein e Carlos Gregório teve média geral de 19,9 pontos na Grande São Paulo. Tardio perdeu espaço durante a trama e sumiu da Globo. Atualmente, estrela a série Perrengue, da MTV, com outro nome artístico: Vinícius Redd. Uma forma de apagar o vexame?

http://noticiasdatv....papel-so--16604


#7
jonatan

jonatan
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Vinicius Tardio  :gretchentriste:

 

 

"Alem do Horizonte" obra de culto :riqueza:


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#8
Milana

Milana
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El artículo se equivoca la Lucélia Santos tuvo una carrera bien larga tras el éxito de Isaura fue "antagonista" de Locomotivas ( Bellas y Audaces), trabajó en Ciranda de Piedra era la hija mayor de Eva Wilma  En Agua Viva donde era una mocinha que se enfrentaba a la Segall, y en Guerra dos Sexos fue la gran antagonista de la novela. En Vereda Tropical y Sinha Moca fue protagonista con éxito. Dato freak: Es suegra de la hija de Raúl Cadore de India. 


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#9
Mahler

Mahler
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Morre atriz Rogéria aos 74 anos no Rio de Janeiro

A atriz Rogéria, de 74 anos, morreu na noite desta segunda-feira (4), poucas horas depois de voltar a ser internada em um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, com uma nova infecção urinária.

A morte de Rogéria foi confirmada ao UOL pelo empresário dela, Alexandro Haddad, por telefone. Abalado, ele não quis dar mais informações e afirmou que está cuidando de detalhes burocráticos no hospital.

Rogéria já havia sido internada em julho em uma clínica particular em Laranjeiras, zona sul do Rio, depois de sentir fortes dores nas costas. A atriz realizou uma bateria de exames, que apontaram para uma infecção urinária. Ela foi deslocada para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e recebeu alta duas semanas depois.

"Estou muito surpreso, é só vitória. Agradeço aos fãs e à imprensa, porque a corrente de orações foi grande. Sabia que ela era respeitada e querida, mas não tinha noção de que o Brasil inteiro estava orando por ela", comemorou o empresário dela, na ocasião, ao UOL.

"Travesti da família brasileira"

Nascida como Astolfo Barroso Pinto em 25 de maio de 1943, em Cantagalo, interior do Rio, Rogéria era uma das transformistas mais antigas em atividade no Brasil e um dos ícones da causa LGBT. Ela usava roupas e maquiagens femininas desde a adolescência e se considerava transgênero, mas nunca teve vontade de realizar a cirurgia de redesignação sexual.

Rogéria começou a carreira artística como maquiadora na extinta TV Rio, trabalhando com artistas como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira e Elis Regina. Tornou-se vedete de Carlos Machado, produtor e diretor de espetáculos musicais e conhecido como "O Rei da Noite".

Na televisão, Rogéria participou como jurada em vários programas de auditório, de apresentadores como Chacrinha, Gilberto Barros e Luciano Huck.

Como atriz, Rogéria fez participações especiais em "Tieta", "Sai de Baixo", "Desejo de Mulher", "Duas Caras" e Babilônia". troféu mambembe 1979 o desembestado

https://tvefamosos.u...-de-janeiro.htm


#10
jonatan

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Rogéria actriz fetiche de las últimas novelas braguianas u.u



#11
Milana

Milana
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Triste coincidência: Rogéria partiu quando entrou em "Tieta" 151 Nilson Xavier 05/09/2017 00h00 Rogéria e Betty Faria (foto: reprodução) Uma triste coincidência. Rogéria nos deixou justamente no dia em que aparece pela primeira... - Veja mais em https://nilsonxavier...mpid=copiaecola



#12
Milana

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No sé si la versión para latam de Tieta salía el personaje de Rogéria llamada Ninete. Iba a actuar en A forca do querer, pero declinó la oferta por enfermedad. 



#13
Milana

Milana
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ROGÉRIA | ATRIZ
A travesti brasileira que encarou a ditadura não quer saber de militar
Considerada a “travesti da família brasileira”, Rogéria se descola da militância LGBT Atriz, que estreou nos palcos em 1964, lançou sua primeira biografia no fim de 2016
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1483460379_082451_1483461275_noticia_norRogéria no espetáculo 'Divinas divas', em 2004. ARQUIVO PESSOAL
Rio de Janeiro  3 JAN 2017 - 21:14 CET

Se tem uma coisa que perturba Rogéria, a travesti mais famosa do Brasil, é fazer-se de vítima, ou então que façam isso por ela. “O que mais me irrita é quando as pessoas dizem ‘é muito difícil ser artista nesse país, né?’ ou ainda ‘você deve ter sofrido muito”. Rogéria, cuja trajetória acaba de virar uma biografia autorizada, daquelas que contam com a anuência do biografado, diz ao EL PAÍS com dedo em riste que “não sofreu coisa nenhuma”. E assegura que o Brasil dos anos 1960, época em que ela se fez artista, era o melhor lugar do mundo para ser travesti. “Para essas pessoas que querem desgraça, eu respondo: ‘Você não conhece o meu dossiê? Não sabe que eu batia nos garotos de pequena e que os shows e os travestis mais chiques eram daqui, deste país?”.

É apenas mais uma das provocações dessa senhora de 73 anos, vaidosa, divertida e religiosa, que nasceu Astolfo Barroso Pinto em Cantagalo, no Rio de Janeiro. E que, por mais que tenha vivido mil aventuras em pele feminina, Astolfo, ela garante, nunca deixou de ser. De onde veio essa há muitas mais, conforme comprova o leitor de Rogéria - Uma mulher e mais um pouco, lançada pela editora Sextante em outubro de 2016. A biografia, escrita por Marcio Paschoal, amigo e vizinho de Rogéria no bairro carioca do Leme, é recheada de causos sexuais que dão de beber aos curiosos, mas que quase terminam por ocultar o que há de mais interessante nessa história: os obstáculos que a travesti derrubou quase sem saber. O primeiro deles foi fazer-se artista no fatídico ano de 1964, início da ditadura militar no Brasil, atuando em Les Girls, o primeiro espetáculo nacional de transexuais, dirigido por João Roberto Kelly.

Era uma época de censuras e medos espalhados na classe artística. Ainda assim, Rogéria nunca foi presa nem teve de fugir do país. Em lugar disso, conquistou em 1979 como atriz, ao lado de Grande Otelo em O desembestado, um Troféu Mambembe – importante prêmio, já finado, criado em 1977 pelo Ministério de Cultura com o objetivo de distinguir a produção cultural do eixo Rio-São Paulo. “Olha para mim. Eu lá era um perigo para a ditadura? Não, querida. Já era gay, me vestia de mulher, e ainda ia me meter em política? Não me interessava”, garante. “Nos anos de chumbo, não tinha estrela, não tinha vedete, nada... Todo mundo fugiu. Nós, homossexuais, levantamos o show business naquela época. E as pessoas gostavam da gente”. Não é pouco. Às apresentações que fazia nos anos 60 no mítico Teatro Rival, no centro do Rio, Rogéria ainda por cima ia com vestidos bordados pela mãe e acompanhada do namorado.

Mas o que mais a enche de orgulho é ter se tornado “a travesti da família brasileira”. O título, cunhado por ela mesma, veio à custa de muito trabalho – dos palcos das boates cariocas às de Paris, nos quais se consagrou como vedete, e das entrevistas à imprensa às atrações da TV Globo, onde chegou a ser escalada para o papel de avó mais de uma vez. Custou, também, hábitos de boa menina: “Eu ando pelas ruas do Leme, e as senhorinhas me param para dizer ‘você nunca fez um escândalo… você se comporta’. Isso vem de pequena. Sempre respeitei minha mãe, minha professora, e ainda cuidava de criança”, conta. Quando se tornou uma artista conhecida, e se vestia de mulher todos os dias, Rogéria passou a comprovar na pele a aceitação do público: “As pessoas tocavam em mim e diziam ‘ela é de carne mesmo!”.

1483460379_082451_1483462393_sumario_norA biografia de Rogéria, editada pela Sextante.REPRODUÇÃO
 

Quem vê Rogéria aos papos no Rio, cabelo preso e unhas feitas, provando de tempos em tempos à interlocutora que é “carola” (“tenho os meus santos”, “Cristo é vida”) e ao mesmo tempo se descrevendo como “uma senhora de pau”, não imagina como tudo começou. Mas não é difícil: Astolfinho – seu apelido de infância – se vestiu pela primeira vez de mulher aos 14 anos no Carnaval de 1957. Bastaram um maiô preto, uma saia amarela e um chapéu, sem peruca ou maquiagem, para levar cantadas na rua (“vai aonde, gracinha?) e ganhar confiança. Em casa, onde cresceu longe do pai, ganhou bronca da mãe não por usar roupas femininas, mas por deixar-se ver.

Até que a família, que sempre viu em Astolfinho um artista, acostumou-se ao futuro, que começaria a chegar quando ele se fez maquiador na extinta TV Rio, em 1964. Lá, Astolfo virou Rogério por sugestão de alguém a quem seu nome de batismo soava “muito formal”. E lá Rogério maquiou grandes estrelas do rádio e da TV da época, como as rivais Emilinha Borba e Marlene, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso e Fernanda Montenegro. Rogéria conta que todos na casa a estimulavam a “cair de pau” nos palcos, mas foi Fernanda quem a convenceu. “Não vou, Fernanda... Vestida de homem?’. Ela disse ‘isso não existe, meu filho. Arte é talento e vocação'. Muito generosa, né?”. Os passos seguintes dão conta de Rogério em um concurso de fantasias, conquistando só de espartilho preto, cinta-liga e chapéu o primeiro lugar ao lado de outra travesti, Suzy Wong, “a bicha mais rica da festa”.

Ao anúncio de seu nome pelo locutor do evento, o público fez o batismo:

– Ele é Rogério, maquiador da TV Rio.
– Ro-gé-ria! Ro-gé-ria!

1483460379_082451_1483462284_sumario_norampliar fotoRogéria em imagem de arquivo pessoal, nos anos 70.
 
Cabelos longos em Paris

Do sucesso na noite carioca, Rogéria, que longe dos holofotes ainda não se vestia de mulher, fez as malas nos anos 1970 para perseguir o estrelato fora do país. Passou por Angola, Moçambique, Estados Unidos e Espanha – onde, para trabalhar, queriam que ela fizesse a operação de mudança de sexo, que ela nunca fez –, até chegar à França em 1971. Na capital, Paris, tudo mudou. Primeiro, o cabelo que era curto e andava maltratado, cresceu, ficando farto e sedoso. Depois, os ares da cidade a inspiraram a assumir a faceta très chic. “Mesmo sem o cabelo crescer, já me sentia feminina o suficiente para passar por uma mulher chique. Nada melhor do que poder andar na rua de mulher em Paris”, ela relembra – e suspira.

Na França, Rogéria aprendeu muito com a travesti Chou-Chou, que foi uma espécie de madrinha para ela, com quem trabalhava na noite parisiense e dividia apartamento. Da amiga, que tinha mania de comprar roupas, levou boas dicas, mas nada comparado às lições que recebeu da mãe, dona Eloah, inclusive sobre a "arte" de ser mulher. “Eu vivi rodeado de mulher. Minha mãe me dizia: 'Você vai se vestir de mulher? Então, sabe de uma coisa? Nós somos mais asseadas'. Desde então, se não está de unha feita, não sai de casa.

1483460379_082451_1483462535_sumario_norampliar fotoA atriz ao lado de Grande Otelo em 'O desembestado', obra de teatro que lhe rendeu um troféu Mambembe em 1979.
 

Rogéria conta que Eloah a “aceitava completamente”, e por esse elo afetivo tão sólido teve mais do que o espetáculo para se firmar na vida. A operação de mudança de sexo foi a única coisa à que sua mãe se opôs. “Disseram que eu ia fazer uma operação transexual, aí ela escreveu para mim. Mas eu nunca quis operar. Imagina, operar o apêndice já é uma complicação...”, ela diz, garantindo que já passou o tempo em que saía dizendo o que os outros devem ou não fazer. “Vou jogar pedra no vidro dos outros? Eu também tenho telhado de vidro. Cada um faz o que quer”.

"Não tinha siglas quando apareci. Consegui fazer meu nome, ser respeitada, ser chamada de senhora”

É por essa convicção que a travesti ícone das travestis brasileiras passa ao largo da militância LGBT. Rogéria prefere repousar no abraço das velhinhas que encontra no Leme, das mães e avós que a assistem em novelas e programas de auditório, e também, na medida do possível, agradar as colegas de profissão, as amigas e inclusive as inimigas. De preferência, aos 73, vive sem roces. “Adoro minhas amigas, sou a favor de todas, do casamento, de tudo. Mas deixa eu continuar no meu canto”. Pergunto se o lugar que alguma vez ela assumiu na linha de frente das travestis brasileiras, levantando bandeira, foi um lugar que não procurou. A resposta é "não". “E eu já não sou a bandeira? Quando me deram o papel de avó na novela, chorei de alegria. Depois tem quem diz: ‘Você não entra na militância’. Não tinha siglas quando apareci. Consegui fazer meu nome, ser respeitada, ser chamada de senhora”.

Enquanto traz de volta as conquistas do passado, Rogéria também faz projetos. Além de ter lançado a biografia no fim de 2016, ela atuou no documentário Divinas divas, dirigido por Leandra Leal e previsto para estrear neste primeiro semestre. Também continua fazendo shows e dando palestras esporadicamente, enquanto sonha com um filme de ficção sobre sua vida, para o qual ainda não consegue pensar em uma atriz para o papel principal. É um personagem difícil, afinal. “Nasci homossexual, nunca fiquei em armário, não acredito em opção sexual e sempre me posicionei contra qualquer tipo de hipocrisia. Tem gente de movimento gay que não gosta de algumas coisas que digo, mas para esses eu falo que, antes deles chegarem, já existia Rogéria, meu amor”.

1483460379_082451_1483462811_sumario_norampliar fotoRogéria, antes da transformação em Paris, onde passou a se vestir sempre de mulher. ACERVO PESSOAL
 
ARQUIVADO EM:

 


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#14
Mahler

Mahler
  • Sexo:Hombre
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Alturas

Entre 22 de agosto e 2 de setembro, A força do querer registrou sua maior média semanal em São Paulo: 39 pontos. No Rio, repetiu seu melhor índice: 41. É um crescimento de oito pontos em relação à semana de estreia nas duas praças. Os capítulos mostraram o drama de Ivana (Carol Duarte), que está fazendo a transição de gênero.

Patricia Kogut


#15
braga

braga

No sé si la versión para latam de Tieta salía el personaje de Rogéria llamada Ninete. Iba a actuar en A forca do querer, pero declinó la oferta por enfermedad. 

En la versión que exhibieron aquí mostraban a Rogelia. Genial e inolvidable.

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#16
Mahler

Mahler
  • Sexo:Hombre
  • Ubicación:Mansão Mahler
Lunes 4 de septiembre

xlogo-emissoras-de-tv-5342ebb855bf4.png.

Senhora do Destino 19,7
Malhação 22,4
Novo Mundo 26,8
SP2 31,5
Pega Pega 32,0
Jornal Nacional 34,8
A Força do Querer 40,8
Os Dias Eram Assim 28,4

logo-emissoras-de-tv-5838601505f05_origi

Ribeirão do Tempo 7,1
Bicho do Mato 6,8
Vidas em Jogo 6,3
Cidade Alerta 6,1
Os Dez Mandamentos 5,2
SP Record 5,2
Belaventura 6,2
O Rico e Lázaro 10,4

x19-08-2014-53f3686524da0.png.pagespeed.

Carinha de Anjo 11,2
Chiquititas 8,7


#17
MandyWCE

MandyWCE
  • Sexo:No especificado
  • Ubicación:Vitória, ES - Brasil
  • Intereses:Telenovelas, séries, peliculas, musica y todo de la cultura pop en general.

Triste coincidência: Rogéria partiu quando entrou em "Tieta" 151 Nilson Xavier 05/09/2017 00h00 Rogéria e Betty Faria (foto: reprodução) Uma triste coincidência. Rogéria nos deixou justamente no dia em que aparece pela primeira... - Veja mais em https://nilsonxavier...mpid=copiaecola

 

Yo veo Tieta por Viva y me encanta...es riqueza pura :riqueza:

 

Ninete (Rogeria) justo ayer apareció ayer en la novela y llegó a Agreste  :viejaql:

Se veia toda una diva  :soto:  :viejaql: 

 

Te extrañaremos Rogeria :nuttycry: 

 

 

 

En la versión que exhibieron aquí mostraban a Rogelia. Genial e inolvidable.

 

Totalmente :nuttycry: :viejaql:



#18
Dedos

Dedos
  • Sexo:Hombre
  • Ubicación:São Paulo - Brazil

 

1483460379_082451_1483462535_sumario_nor

 

 

 

3 Fantasmas nessa foto.



#19
Milana

Milana
  • Sexo:Mujer

 

Yo veo Tieta por Viva y me encanta...es riqueza pura :riqueza:

 

Ninete (Rogeria) justo ayer apareció ayer en la novela y llegó a Agreste  :viejaql:

Se veia toda una diva  :soto:   :viejaql:

 

Te extrañaremos Rogeria :nuttycry:

 

 

 

 

Totalmente :nuttycry: :viejaql:

En Chile Tieta ha sido exhibida tres veces: la dos primeras por MEGA ( 91-95) y la tercera en 2003 o 2004 en CHV en horario de las 22.30 ( esta versión fue más editada que la de primera). 


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#20
MandyWCE

MandyWCE
  • Sexo:No especificado
  • Ubicación:Vitória, ES - Brasil
  • Intereses:Telenovelas, séries, peliculas, musica y todo de la cultura pop en general.

 

:memeo: :memeo:







También se etiquetó con una o más de estas palabras clave: Teleseries, Teleseries extranjeras, Rede Globo, Record TV

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